terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Tombamento da Cidade de Icó-CE



  O Sítio Histórico de Icó foi tombado a partir da notificação pública, através do Edital de Notificação do Ministério da Cultura – IPHAN para descrição do perímetro da área tombada e de seu entorno, publicada no Diário Oficial da União nº 218, de 11 de novembro de 1997, e da Portaria do Ministério da Cultura nº 237, de 10 de julho de 1998, que homologa o tombamento do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico na Cidade de Icó, no Estado do Ceará, e acordo com o perímetro delimitado às fls. 238/240, do Processo nº 968-T-78, publicado do Diário Oficial da União nº 131, de 13 de julho de 1998, sendo oficializado o tombamento de uma área definida da cidade, onde as edificações que lá se encontram ficam sob tutela do IPHAN sob efeito do Decreto-Lei nº 25 de 1937.
  O tombamento do Sítio Histórico de Icó está inscrito nos seguintes Livros de Tombo: Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, de inscrição nº 118, de 03 de dezembro de 1998, de processo nº 968-T-78.
Através do Ofício nº 261/97 – Gab/Presi, de 07 de novembro de 1997, do Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Gláucio de Oliveira Campello, encaminhada ao Prefeito do Município de Icó – Francisco Leite Guimarães Nunes, foi apresentado o perímetro de tombamento e da área de entorno do Sítio Histórico do Município de Icó.
O Decreto-Lei nº 25/1937, em seus artigos 17 e 18, estabelece que:
 
       “Artigo 17 – As coisas tombadas, não poderão, em caso nenhum, ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ser reparados, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cinqüenta por cento do dano causado”.

      “Artigo 18 – Sem prévia autorização do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não se poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade, nem nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser mandado destruir a obra ou o objeto, impondo-se neste caso multa de cinqüenta por cento do valo do mesmo objeto”.

Ressaltamos ainda que, de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, Título III – Da Organização do Estado, Capítulo I – Dos Municípios:

“Artigo 30 – Compete ao município”:

“IX – Promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual”.

Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Icó-CE


O conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade de Icó foi inscrito nos Livros do Tombo Histórico e no Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico em 1998, a partir da iniciativa do próprio IPHAN, que desde 1974 vinha desenvolvendo estudos por meio do Programa de Recuperação das Cidades Históricas do Nordeste (PCH). Icó e Aracati foram consideradas de grande importância para a história da ocupação do território brasileiro e do Estado do Ceará, conservando ainda com bastante integridade um precioso acervo arquitetônico construído em meados do século XVIII. A sugestão do tombamento das duas cidades foi justificada pelo seu valor paisagístico, urbanístico e arquitetônico cabendo à regional do IPHAN a realização dos estudos que determinariam com precisão a área a ser tombada.
Somente em 1997, tais estudos foram concluídos e o núcleo histórico de Icó foi considerado testemunho de incontestável valor histórico e arquitetônico, tendo o seu processo de tombamento sido concluído no ano seguinte. A área delimitada para proteção conta com aproximadamente 320 imóveis.
Título do bem: Conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade de Icó.
Processo de tombamento: 968-T-78
Data da inscrição: 3 de dezembro de 1998 (LAEP e LH)

Características do Sobrado do Barão do Crato - Icó-CE


As linhas coloniais do Sobrado do Barão do Crato dão uma ideia da simplicidade das moradias dos sertanejos com títulos de nobreza. O edifício pertenceu a Bernardo Duarte Brandão, o Barão d Crato, que o herdou deseu pai, Duarte Brandão, homem influente no sertão, possuidor de grande fortuna. Residência particular em cima, funcionava como casa comercial em baixo.


O Largo do Théberge - Ico-CE

O Largo do Théberge antes de ser calçada e ganhar praça.
Observem quão ampla é.
    
   O sítio histórico de Icó apresenta uma característica urbanística singular: o Largo do Theberge, uma ampla e extensa esplanada que se inicia na praça da cadeia e do teatro e se estende até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, hoje interrompida pela nova Igreja do Senhor do Bonfim. Esse espaço privilegiado antigamente era o sítio onde as boiadas descansavam e eram comercializadas, na vizinhança do rio Salgado, num tempo em que Icó era uma das maiores feiras de gado do nordeste colonial.
Na sua periferia situam-se o Teatro da Ribeira, o sobrado do Barão do Crato, as Igrejas Matriz de Nossa Senhora da Expectação e de Nosso Senhor do Bonfim, a Casa de Câmara e Cadeia e os sobrados da Paróquia e do Canela Preta, além de um sem número  de pequenas casas térreas cujas fachadas exibem os arranjos formais e cromáticos típicos da arquitetura popular.
Para alguns estudiosos, esse lugar da cidade conforma um rossio, por suas dimensões avantajadas e pela presença de muitas edificações de prestigio, evidenciando ainda a influência urbanística pombalina imposta pelas normas da coroa portuguesa.
  Mediante a utilização de recursos do Programa Monumenta e do Governo do Estado do Ceará, e com o apoio técnico da 4ªSR/IPHAN foi o logradouro recuperado e valorizado com a implantação de pavimentação, jardins e projeto luminotécnico, transformando-se no principal local público de Icó, onde se realizam festas populares, forrós, celebrações religiosas e, no final de cada ano, a concorridíssima Festa do Senhor do Bonfim, a terceira romaria do Ceará.  

História Local - Icó-CE

   Icó é uma grande cidade pequena. Mesmo distante dos principais centros econômicos do Ceará, ela saboreou seu apogeu econômico e galgou lugar no roteiro cultural e turístico do estado. Sobretudo depois que parte do casario desta antiga “Princesa dos Sertões” foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O nome Icó veio do dialeto indígena Tapuia, que quer dizer “água (ou rio) da roça”. Contudo, desde seu surgimento, nas derradeiras luzes do Século 17, o povoado suplantaria a singeleza de seu significado.
   Aos olhos do visitante, a primeira visão que encanta é o conjunto arquitetônico de despojada funcionalidade e beleza, formado por sobrados, casarões e igrejas de estilo eclético, colonial e barroco, em harmonia com a exuberância natural que envolve a cidade. Construídos em meados do Século 19, esses prédios sobreviveram aos homens e ao tempo, mantendo suas integridade e essência, apesar de terem sofrido descaracterizações (mais tarde revertidas) durante ocupação agressiva do sertão cearense.
Tais edificações emergiram em momentos de prosperidade alicerçados na criação de gado, no cultivo de vazantes do Rio Salgado e, sobretudo, no fato de a então Vila de Icó se ter convertido em cruzamento de importantes trilhas de comunicação do Brasil Colônia.  Favorecidos por esse aspecto, comerciantes locais enriqueceram, atendendo tocadores de gado que ali surgiam vindos pelas Estradas Geral do Jaguaribe e das Boiadas, caminhos de ligação do Ceará com os estados de Pernambuco, da Paraíba e do Piauí. A efervescência econômica mudou a fisionomia urbana de Icó até sua conversão em cidade.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO AUXILIA A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL VIA INTERNET

LENÇÓIS - PATRIMÔNIO HISTÓRICO NACIONAL DESDE 1973

Nos tempos das pedras preciosas Lençóis foi um pólo importante da Chapada Diamantina (BA). Atualmente vive de suas atrações turísticas tanto históricas com casarios coloniais do final do século XIX, quanto naturais com cachoeiras, belas paisagens e até pinturas rupestres.

Pesquisando mais informações na internet, encontrei um website que é fruto da "dissertação de mestrado de Lorena Claudia de Souza Moreira realizado através do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisa intitulada Patrimônio Cultural e Tecnologias de Informação e Comunicação. Estudo de caso em Lençóis, na Bahia trata das Tecnologias da Informação e Comunicação, em especial à hipermídia, aliadas ao patrimônio cultural, com destaque para o patrimônio arquitetônico.

A pesquisa é orientada por Profa. Dra. Alina Santiago (UFSC) e Profa. Dra. Vania Ulbricht (UFSC) e conta com o apoio do Prof. Dr. Arivaldo Amorim, coordenador do Projeto Lençóis (UFBA).
Além da implementação do website do patrimônio arquitetônico de Lençóis (http://www.projetolencois.org), foi criado um canal de vídeos no portal You Tube (http://br.youtube.com/user/projetolencois). Para isso as informações adquiridas foram sistematizadas e apresentadas em etapas de criação do ambiente, desde a produção e seleção de dados, a organização da informação, a proposição da interface, o tratamento dos dados até a implementação e análise de resultados.
A organização e disponibilidade dos dados e informações propiciadas pela ferramenta contribuem para a divulgação do patrimônio arquitetônico, facilitando as ações de preservação e de educação patrimonial.
Vale ressaltar que a veiculação de informações sobre o patrimônio cultural de cidades possibilita também ampliar as atividades econômicas da região através do desenvolvimento do turismo. A divulgação do patrimônio cultural é um componente essencial das políticas de gestão patrimonial e atua como um instrumento multiplicador do conhecimento.

Dada à importância da preservação da memória do patrimônio cultural, a relevância da pesquisa está na disponibilização de recursos, através de um ambiente hipermídia, que podem ser utilizados na divulgação de informações sobre o patrimônio arquitetônico de cidades. O registro, a organização e a veiculação dessas informações, através de um ambiente hipermidiático, poderão contribuir não apenas para determinada região, na manutenção de sua identidade, assim como poderá auxiliar na preservação do seu patrimônio cultural. (
Lorena Moreira)" http://www.projetolencois.ufba.r/ap_info_dc_sobre.asp?idInfo=584
 
 
 
CASARIOS
Chalé da Avenida Rui Barbosa
Igreja Nossa Senhora do Rosário

Estudantes têm aulas de educação patrimonial em Paraty

  Uma parceria entre a Eletronuclear, a Prefeitura Municipal de Paraty e o Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP) está oferecendo a alunos de escolas públicas da cidade aulas de educação patrimonial. Desde maio deste ano, jovens visitam o Paço Municipal, localizado no Centro Histórico de Paraty, onde aprendem sobre a construção. Cerca de 300 alunos já visitaram a edificação. As atividades incluem conhecimentos sobre arqueologia e patrimônio cultural.


de Diário do Vale, do Rio de Janeiro