sexta-feira, 31 de maio de 2013

Museu de Paleontologia da URCA


   Localizado em Santana do Cariri, município da Região do Cariri, no Sul do Estado de Ceará, o Museu de Paleontologia foi fundado em 1985 no âmbito das festividades do centenário do município. As primeiras peças chegaram ao Museu através de campanha pública de conscientização da população da importância da entidade e dos cuidados técnicos que se deveria ter para preservar os achados paleontológicos.
   Em 1991 o Museu foi incorporado à Universidade Regional do Cariri – URCA passando a integrar a estrutura da universidade como núcleo de pesquisa e extensão e desde 2006 passou a ser o principal equipamento do Geopark Araripe. Durante sua trajetória passou por diversas reformas e ampliações, sendo a mais significativa à ocorrida em 2010 que deu ao Museu sua atual estrutura.
   O material fossilífero acervado no Museu de Paleontologia da URCA – Santana do Cariri registram milhões de anos de valiosas informações sobre a formação da Terra e a evolução da vida em nosso planeta. A Bacia Sedimentar do Araripe é detentora de uma das maiores jazidas fossíliferas do período cretáceo do Brasil e do mundo. A qualidade de preservação de seus fósseis devido às condições singulares durante a evolução desta bacia produziu um vasto e rico afloramento fossilífero a céu aberto nos arredores da Chapada do Araripe.


   Sua coleção paleontológica é composta por grupos da fauna e flora fósseis da Bacia Sedimentar do Araripe, sendo representados por: vegetais (troncos silicificados, flores, raízes, talos, impressões de folhas e sementes); invertebrados (foraminíferos, gastropades, ostracódios, aranhas, escorpiões, baratas, libélulas, cigarras, mosquitos, cupins entre outros); vertebrados (peixes cartilaginosos, peixes ósseos, anuros, tartarugas, lagartos, crocodilos, pterossauros e dinossauros).
   Os fósseis da Bacia Sedimentar do Araripe vêm sendo estudados desde a época do Brasil colônia, quando em 1800, João da Silva Feijó, naturalista brasileiro, descreveu em relatório ao governador da Capitania do Ceará, a ocorrência de tecidos moles preservados em petrificações de peixes (ictiólitos), provenientes da região do Cariri. Ao longo do século XIX foram realizadas inúmeras expedições de naturalistas europeus para estudar o material fossilífero da Bacia Sedimentar do Araripe. Durante o século XX, os estudos de paleontologia na região foram intensificados e começaram a mostrar a real grandeza da biodiversidade preservada nos fósseis da região. Finalmente, nas últimas décadas do século XX e início do século XXI os estudos científicos revelaram a importância deste patrimônio de relevância internacional, fortalecendo os movimentos de proteção aos principais sítios de interesse paleontológico.

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