quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Desenvolvimento Urbano e a Preservação de Prédios Históricos

  A questão do patrimônio edificado demanda uma compreensão simples, clara e realista: um velho edifício será mais facilmente preservado se seu proprietário obtiver por isto resultados de rendimentos.

   Em outras palavras, é indispensável que se criem arranjos espaciais de novas e velhas estruturas em vizinhança convenientes para que os novos usos se misturem e consigam influir na geração de novas oportunidades para as velhas estruturas neste novo cenário.


   Isto também fortalece a ideia de que o crescimento tem que ser, sempre que possível, por inserção no velho tecido e não necessariamente por expansão. A densidade média da parte urbanizada de Fortaleza é muito baixa, o que significa que ainda cabe muita gente dentro do tecido maduro.


  Esta é uma política que pode se amparar no Estatuto da Cidade e isto, com certeza, só trará benefícios e pode-se incluir entre eles a restauração da vida comunitária de vizinhança em compartilhamento, a redução da dependência do transporte motorizado, a eliminação dos espaços públicos deprimidos, o controle natural exercido pelo “olho da rua” e, consequentemente, a boa transmissão de valores da urbanidade e, provavelmente, a redução do crime.

  O resto é tudo aquilo que só contribui para a destruição da herança cultural edificada, congestão do tráfego, alto custo da cidade, apartação social e incremento da agressividade.

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