A questão do patrimônio edificado demanda uma compreensão simples,
clara e realista: um velho edifício será mais facilmente preservado se
seu proprietário obtiver por isto resultados de rendimentos.
Em outras palavras, é indispensável que se criem arranjos espaciais de
novas e velhas estruturas em vizinhança convenientes para que os novos
usos se misturem e consigam influir na geração de novas oportunidades
para as velhas estruturas neste novo cenário.
Isto
também fortalece a ideia de que o crescimento tem que ser, sempre que
possível, por inserção no velho tecido e não necessariamente por
expansão. A densidade média da parte urbanizada de Fortaleza é muito
baixa, o que significa que ainda cabe muita gente dentro do tecido
maduro.
Esta é uma política que pode se amparar no
Estatuto da Cidade e isto, com certeza, só trará benefícios e pode-se
incluir entre eles a restauração da vida comunitária de vizinhança em
compartilhamento, a redução da dependência do transporte motorizado, a
eliminação dos espaços públicos deprimidos, o controle natural exercido
pelo “olho da rua” e, consequentemente, a boa transmissão de valores da
urbanidade e, provavelmente, a redução do crime.
O resto é
tudo aquilo que só contribui para a destruição da herança cultural
edificada, congestão do tráfego, alto custo da cidade, apartação social e
incremento da agressividade.
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